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INTERCLÍNICA ITAPEVA

 

Doenças Neurológicas

 

A Neurologia é a especialidade médica que cuida de doenças do cérebro, medula espinhal, nervos periféricos e músculos; portanto a Neurologia se dedica ao estudo e tratamento dos problemas relacionados ao sistema nervoso.

As principais Doenças Neurológicas são:

• Cefaléias, Dores Crânio Faciais;
• Doenças Cerebrovasculares (Derrames);
• Distúrbios do Movimento (Tremores, Doença de Parkinson, Coréia, etc);
• Epilepsias;
• Demências (vide doenças psiquiátricas);
• Doenças Desmielinizantes (Gillain Barré, Esclerose Múltipla);
• Neuropatias;
• Trauma Cranioencefalico;
• Trauma Raquimedular;
• Neuroinfecções;
• Neurooncologia (Tumores Cerebrais e Medulares);
• Doenças Neurodegenerativas (Esclerose Lateral Amiotrófica);
• Doenças Neurogenéticas;
• Malformação Congênita do Sistema Nervoso Central;
• Neuropatias Periféricas.

Como já foi dito no item Doenças Psiquiátricas, a técnica com Estimulação Magnética Transcraniana trata-se de um equipamento de última geração no diagnóstico e tratamento de várias doenças neurológicas e psiquiátricas. O método consiste na aplicação de pulsos magnéticos emitidos por uma bobina em forma de “oito”, que em contato com o crânio ou outras partes do corpo: Coluna Espinhal e Nervos Periféricos, dependendo da programação executada pelo médico, poderá estimular ou inibir funções cerebrais. Nada disso é doloroso! O método é absolutamente inócuo veja diretrizes de segurança ( sem efeitos colaterais significativos). Estudos comprovam melhoras significativas da Estimulação Magnética Transcrâniana, em várias das doenças acima citadas.

Imagem da disfunsão cerebral na doença de Parkinson

 

CEFALÉIA

 É o termo médico para dor de cabeça. É um dos sintomas mais comuns da medicina e neurologia. A cefaléia é um sintoma universal no ser humano. Estima-se que 90 a 100% das pessoas terão algum tipo de dor de cabeça ao longo da vida. As cefaléias são divididas em primarias e secundarias. As Cefaléias Primárias mais comuns são: Enxaqueca, Cefaléia do tipo tensional, Cefaléia em salvas. Outras formas menos comuns de cefaléia primária incluem a Hemicraniana continua, a cefaléia nova diária e persistente, cefaléia do esforço, cefaléia da tosse, cefaléia por estimulo frio, hemicraniana paroxística Crônica. Especialistas em cefaléia geralmente tratam também de dores faciais, como a Neuralgia do Trigêmeo, Dor Facial Atípica, e Dor Miofascial. Cefaléias Secundárias são aquelas causadas por alguma outra doença, tal como Tumores Cerebrais, Traumatismo Craniano, Meningites, Acidentes Vascular Cerebral (derrame), Hidrocefalia e Aneurismas.

DOENÇA DE PARKINSON

A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, idiopática (sem causa conhecida), raramente acontecendo antes dos 50 anos, comprometendo ambos os sexos igualmente, se caracterizando por:

 • Rigidez Muscular;
• Tremor em repouso;
• Hipocinesia (diminuição da mobilidade);
• Instabilidade postural.

A anomalia principal consiste numa perda de neurônios de uma à área específica do cérebro que produzirá a diminuição de uma substância chamada Dopamina, alterando os movimentos chamados extrapiramidais (não voluntários). Esta doença é insidiosa podendo começar às vezes com um tremor, outras vezes com a falta de mímica facial. Diminuição do piscar, olhar fixo, movimentos lentos (bradicinesia). A voz poderá ser monótona, escorrendo com facilidade saliva pelos cantos da boca. A pele principalmente a facial, é lustrosa e seborréica. A marcha fica cada vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos, tronco inclinado e , em casos avançados a pessoa aumenta a velocidade da marcha para não cair (festinação).

Outras vezes, pode ficar parado (congelado) com enorme dificuldade para se colocar em movimento. Os tremores que são involuntários, em uma ou em várias partes do corpo, se caracterizam pelos três “R” – Regular, Rítmico e de Repouso. Também se caracterizam por diminuir com os movimentos voluntários, se manifestando, sobretudo nas mãos. Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por um déficit dos movimentos automáticos, o paciente fica como que parado, estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive de escrever, ficando a letra pequena (micrografia) e a linguagem monótona e às vezes ininteligível.

 DIAGNÓSTICO

O Diagnóstico na fase inicial, muitas vezes não é fácil, sendo que , como de costume, o mesmo deverá ser realizado por um médico, preferencialmente Neurologista, que dirá se a cauda é idiopática (causa desconhecida), ou se é devido outras causas. Os sintomas acima referidos podem se devidos a medicamentos variados (Fenotiazinas, Haloperidol, Reserpina, Lítio, Cinarizinas, Flunarizina), porém, nesse caso, não costumam ser tão intensos.

Intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, Infartos Cerebrais dos gânglios de base, Hidrocefalia, Traumatismos Cranioencefálicos, Encefalites, podem ser a causa desta doença, que tem tratamento e controle, porém não tem cura.

TRATAMENTO: Medicamentoso, Reabilitação Física e Estimulação Magnética Transcraniana (EMT).

ESCLEROSE MÚLTIPLA

A Esclerose Múltipla é uma doença inflamatória que afeta a capa de mielina responsável pela condução nervosa, reconhecida como a substância branca do sistema nervoso. A doença se caracteriza por um acometimento em diferentes partes do cérebro e da medula espinhal e também em diferentes momentos, e assim é denominada de disseminação no tempo e espaço, condição pela qual se estabelece o diagnóstico definitivo. Os sinais e sintomas não podem ser explicados por uma única lesão e o seu curso clínico é caracterizado mais freqüentemente por surtos, seguidos de períodos de remissões. Não é uma doença fatal e muitos pacientes levam uma vida normal. Porém a presença de novos sintomas e a somatória de antigos sintomas, além de evolução incerta, pode interferir de várias maneiras na vida do paciente. Apesar de existirem muitas dúvidas sobre a origem da Esclerose Múltipla, muito já se sabe sobre a imunologia da doença, o que tem possibilitado a descoberta de medicamentos que controlam sua evolução e com certeza em breve, o seu completo domínio.

• Não é uma Doença Mental;
• Não é contagiosa;
• Não é suscetível de prevenção e não tem cura.

A Esclerose Múltipla é uma das doenças mais comuns do SNC (Sistema Nervoso Central: cérebro e medula espinhal) em adultos jovens. De causa ainda desconhecida, foi descrita inicialmente, em 1868, pelo neurologista francês Jean Martin Charcot, que a denominou “Esclerose em Placas”, descrevendo áreas circunscritas endurecidas que encontrou (em autópsia) disseminada pelo SNC de pacientes. É caracterizada também como doença desmielinizante, pois lesa a mielina, prejudicando a neurotransmissão. A mielina é um complexo de camadas lipoprotéicas formado no início do desenvolvimento pela oligodendroglia no SNC, a qual envolve e isola as fibras nervosas (axônios), permitindo que os nervos transmitam seus impulsos rapidamente, ajudando na condução das mensagens que controlam todos os movimentos conscientes e inconscientes do organismo. Na Esclerose Múltipla, a perda da mielina ( desmielinização) interfere na transmissão dos impulsos e isto produz os diversos sintomas da doença. Descobertas recentes indicam que os axônios sofrem dano irreversível em conseqüência do processo inflamatório, o que contribui para uma deficiência neurológica e, a longo prazo, para a invalidez. Os pontos onde se perde mielina (placas ou lesões) surgem como zonas endurecidas (tipo cicatrizes), que aparecem em diferentes momentos e zonas do cérebro e da medula espinhal. Literalmente, Esclerose Múltipla, significa episódios que se repetem várias vezes. Até certo ponto, a maioria dos pacientes se recupera clinicamente dos ataques individuais de desmielinização, produzindo-se o curso clássico da doença, ou seja, surtos e remissões. Os dados obtidos em pesquisas realizadas e atualmente disponíveis podemos oferecer apoio para diagnóstico clínico e laboratorial, mas ainda são insuficientes para definir de imediato se a pessoa é ou não portadora de Esclerose Múltipla, uma vez que os sintomas se assemelham a outros tipos de doenças Neurológicas.

Não existe cura para a Esclerose Múltipla. No entanto, muito pode ser feito para ajudar as pessoas portadoras de Esclerose Múltipla a serem independentes e a terem uma vida confortável e produtiva.

GUILLAIN BARRÉ

A Síndrome de Guillain Barré ou Polirradiculoneurite aguda é caracterizada por uma inflamação aguda com perda da mielina (membrana de lipídeos e proteína que envolve os nervos e facilita a transmissão do estímulo nervoso) dos nervos periféricos e ás vezes de raízes nervosas proximais e de nervos cranianos (nervos que emergem de uma parte do cérebro chamada tronco cerebral e suprem às funções específicas da cabeça, região do pescoço e vísceras).

Causa

A Síndrome de Guillain Barré tem caráter autoimune. Então os nervos acometidos não podem transmitir os sinais que vêem do sistema nervoso central com eficiência, levando a uma perda da habilidade de grupos musculares de responderem aos comandos cerebrais.

Incidência

A Doença é rara com incidência estimada em 1 pessoa para cada 100.000.

Manifestações Clínicas

• Dor nos membros inferiores seguida por fraqueza muscular progressiva de distribuição geralmente simétrica e distal, que evolui para diminuição ou perda dos movimentos;
• Comprometimentos dos centros respiratórios;
• Alteração dos movimentos dos olhos.

Exames Complementares
1. Exame de Líquido Cefalorraquidiano
2. A Eletrofisiologia ou Eletroneuromiografia

Tratamento

Na fase aguda, primeiras quatro semanas de inicio dos sintomas, o tratamento de escolha é a Plasmaferese ou administração intravenosa de imunoglobulinas.

Fase Aguda

Geralmente Hospitalar.

Fase de Recuperação

• Reabilitação Neurológica
• Fisioterapia;
• Terapia Ocupacional;
Estimulação Magnética Transcraniana e Gait Training (Treino da Marcha), têm se mostrado muito eficaz na reabilitação desses pacientes (veja depoimentos).

DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS

O conceito de Doenças Neurodegenerativas têm se ampliado bastante; pois pode ser definido, como um grupo cada vez maior de doenças que apresentam em comum a morte progressiva de neurônios e ou circuitos neuronais. Podemos incluir a Doença de Parkinson, Doença de Alzheimer, algumas doenças psiquiátricas como a Depressão, Esquizofrenia, etc. Gostaríamos de citar apenas algumas outras, menos conhecidas:

• Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Também designada por doença de Lou Gehrig[1] e doença de Charcot, é uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração dos neurônios motores, as células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos, e com a sensibilidade preservada. Praticamente não existe tratamento para este tipo grave de doença, tem se usado RILUZOL, medicamento sem grandes comprovações cientificas, e com resultados duvidosos.

 Alguns estudos com Estimulação Magnética Trasncraniana e Gait Trainig tem se mostrado promissores, na reabilitação de alguns desses pacientes.

 DOENÇA DE ALZHEIMER (Veja DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS)

EPILEPSIA/CONVULSÃO

A Epilepsia é uma doença neurológica crônica, podendo ser progressiva em muitos casos, principalmente no que se relaciona a alterações cognitivas, freqüência e gravidade dos eventos críticos. É caracterizada por crises convulsivas recorrentes, afetando cerca de 1% da população mundial.

 Uma crise convulsiva é uma descarga elétrica cerebral desorganizada que se propaga para todas as regiões do cérebro, levando a uma alteração de toda atividade cerebral. Pode se manifestar como uma alteração comportamental, na qual o individuo pode falar coisas sem sentido, por movimentos estereotipados de um membro, ou mesmo através de episódios nos quais o paciente parece ficar “fora do ar” , no qual ele fica com o olhar parado, fixo e sem contato com o ambiente.

A descarga elétrica neuronal anômala que geram as convulsões podem ser resultante de neurônios com atividade funcional alterada (doentes), resultantes de massas tumorais, cicatrizes cerebrais resultantes de processo infecciosos (Meningite, Encefalites), Isquêmicos ou Hemorrágicos (Acidente Vascular Cerebral), ou até mesmo por Doenças Metabólicas (Doenças Renais e Hepáticas), Anóxia cerebral (Asfixia) e doenças genéticas. Muitas vezes, a origem das convulsões pode não ser estabelecida, neste caso a epilepsia é definida como criptogênica.

O mecanismo desencadeador das crises pode ser multifatorial. Em muitas pessoas, as crises convulsivas podem ser desencadeadas por um estimulo visual, auditivo, ou mesmo por algum tipo específico de imagem. Nas crianças, podem surgir na vigência de febre alta, sendo esta de evolução benigna, muitas vezes não necessitando de tratamento.

 Nem toda crise convulsiva é caracterizada como Epilepsia. Para tal, é preciso que o individuo tenha apresentado, no mínimo, duas ou mais crises convulsivas no período de 12 meses, sem apresentar febre, ingestão de álcool, intoxicação por drogas ou abstinência durantes as mesmas.

 Sintomas:

A sintomatologia apresentada durante a crise vai variar conforme a área cerebral em que ocorreu a descarga normal dos neurônios. Pode haver alterações motoras, nas quais os indivíduos apresentam movimentos de flexão e extensão dos mais variados grupos musculares, além de alterações sensoriais, como referidas acima, e ser acompanhada de perda de consciência e perda do controle esfincteriano.

As crises também podem ser precedidas por uma sintomatologia vaga, como sensação de mal estar gástrico, dormência no corpo, sonolência, sensação de escutar sons estranhos, ou odores desagradáveis e mesmo de distorções de imagem que estão sendo vistas.

 A grande maioria dos pacientes, só percebem que foram acometidos por uma crise após recobrar consciência, além disso podem apresentar, durante este período, Cefaléia, sensibilidade à luz, Confusão Mental, Sonolência, Ferimentos Orais (língua e mucosa oral).

Diagnóstico:

O Diagnóstico é realizado pelo médico neurologista através de uma história médica completa, coletada com o paciente e pessoas que tenham observado a crise. Além disso, pode ser necessário exames complementares como Eletroencefalograma (EEG) e Neuroimagem, como Tomografia e/ou Ressonância Magnética de Crânio. O EEG é um exame essencial, apesar de não ser imprescindível, pois o diagnóstico é clínico.

Ele serve apenas para o diagnóstico, como também para monitorar e evolução do tratamento. Outro exame complementar que pode ser utilizado é o Vídeo- EEG, no qual há registro sincronizado da imagem do paciente tendo a crise e o traçado eletroencefalográfico deste momento. As técnicas de neuroimagem são utilizadas para investigação de lesões cerebrais capazes de gerar crises convulsivas, fornecendo informações anatômicas, metabólicas e mesmo funcionais.

Tratamento:

Medicações e Estimulação Magnética Transcraniana (EMT).

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)

O Acidente Vascular Cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um déficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral; começa abruptamente, sendo o déficit neurológico máximo no seu início podendo progredir ao longo do tempo.

 O termo Ataque Isquêmico Transitório (AIT) refere-se ao déficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até o total retorno à normalidade; quando o déficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um déficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).

Podemos dividir o Acidente Vascular Cerebral em duas categorias:

O Acidente Vascular Isquêmico - consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região especifica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou déficits característicos.

No Acidente Vascular Hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, Edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais.

Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do Acidente Vascular Cerebral, entre eles estão: a Hipertensão Arterial, Doença Cardíaca, Fibrilação Atrial, Diabetes, Tabagismo, Hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do individuo.

Sintomas:

Geralmente vai depender do tipo de Acidente Vascular Cerebral que o paciente está sofrendo: Isquêmico, Hemorrágico, sua localização, idades, fatores adjacentes.

Fraqueza: O início agudo de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma pequena e específica área. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.

Distúrbios Visuais: A perda da visão e um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de “sombra” ou “cortina” ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amanurose fugaz).

 Perda sensitiva: A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.

Linguagem e fala (afasia): É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico estes sintoma como um ataque de confusão ou estresse.

Convulsões: Nos casos da hemorragia intracerebral do Acidente Vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento), além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer causar edema, atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.

Diagnóstico:

A história e exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente. Entretanto , o início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados. A avaliação laboratorial inclui análises sangüíneas e estudos de imagem (tomografia computadorizada de encéfalo ou ressonância nuclear magnética).

Outros estudos: Ultrassom de carótidas e vertebrais, Ecocardiografia e Angiografia podem ser feitos.

Tratamento:

Inicialmente deve-se diferenciar entre acidente vascular isquêmico ou hemorrágico. O tratamento na fase aguda é eminentemente hospitalar, onde irá depender de rigorosa avaliação médica. Após a fase aguda, geralmente, a artir da terceira semana; pode se dar início ao tratamento com Reabilitação Neurológica - Estimulação Magnética Transcraniana, Gait-Training.

ZUMBIDO

O Zumbido é um problema que afeta aproximadamente 17% da população mundial, causando sofrimento significativo em 4% das pessoas em geral. O zumbido pode estar associado a perdas auditivas, infecções do ouvido, otoesclerovertigens, efeitos de drogas (medicamentos), exposição prolongada a ambientes ruidosos, alterações metabólicas, circulatórias, stress, sedentarismo, etc. Existem vários medicamentos para o zumbido, muitas vezes com resultados insatisfatórios, sobretudo nos zumbidos mais graves.A Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) provavelmente, têm-se mostrado como o melhor tratamento para alguns tipos de zumbido, sobretudo os refratários à medicação.

Mielopatias

São doenças que afetam a medula espinhal – elas podem ser inflamatórias, degenerativas, oncológicas (tumoral), traumáticas, etc. Podemos citar o Trauma Raquimedular, como grande causa de morbimortalidade.

Não existe um tratamento que seja absolutamente eficaz no Trauma Raquimedular; geralmente utiliza-se de cirurgias descompressivas com artrodese (fixação de parafusos na coluna). Têm - se observado alguns resultados promissores com a utilização da Estimulação Magnética Transcraniana e Gait Training.

Traumatismo Crânio Encefálico

Como o próprio nome sugere, são os diversos tipos e seqüelas do Traumatismo de Crânio:

 • Traumas Fechados – Concussão Cerebral (edema cerebral pós trauma, hematoma extradural, hematoma subdural, hemorragia subaracnóide traumáticas, hematoma intraparenquimatoso, Lesão Axonal Difusa, etc).
• Traumas Abertos – São as diversas lesões no crânio onde há fratura.

O tratamento para o Trauma de Crânio na fase aguda, geralmente é hospitalar; podendo ser desde simples repouso no leito, cirurgias, até tratamento em unidade neurológica em CTI.

A Estimulação Magnética Transcraniana e Gait Training, têm-se mostrado promissora na fase de reabilitação do Trauma de Crânio.

Trauma Raquimedular

Trata-sede lesões traumáticas da coluna vertebral e medula espinhal, podendo levar a paralisia parcial ou completa de partes do corpo (Diplegia, Tetraplegia). A Estimulação Magnética Transcraniana e o Gait Training têm despontado como grande recurso terapêutico nessa terrível doença.

Neuropatias Periféricas

É o grupo de doenças onde o sítio de lesão é o Sistema Nervoso Periférico (um ou mais nervos). Várias são as causas dessas lesões – infamatórias, metabólicas (Diabetes), autoimune, traumáticas, etc. Podemos citar:

• Neuropatia Diabética;
• Síndrome do Túnel do Carpo;
• Síndrome de Compressão Radicular (Hérnia de Disco);
• Doença de Chacot-Marie-Tooth.

O tratamento para essas várias manifestações clínicas podem ser variados, medicamentos anti-inflmatórios, vitaminas, analgésicos, anti-epiléticos, cirúrgico, etc.

A Estimulação Magnética Transcraniana têm mostrado bons resultados em alguns casos.

As Malformações Congênitas do Sistema Nervoso

As Malformações do Sistema Nervoso Central (SNC) têm sido relatadas como de alta prevalência, acometendo 5 a 10 crianças para 1000 nascidos vivos.

 Podem ser:

• Natimortos: aqueles que tiveram morte intra-uterina;
• Neo mortos: aqueles que nasceram vivos e foram a óbito em qualquer período até o 28º dia de vida, prematuros ou não;
• Mieloencefaloceles (encefalocele, mielocele, meningocele e espinha bífida) e inencefalia;
• Malformação de tronco e cerebelo;
• Falhas na neurogênese: macrocefalia, microcefalia e micropoligiria;
• Hidrocefalia congênita.

Muitas destas Malformações podem manifestar-se de variadas formas clinicas: Alterações da motricidade de tempo mental, outros déficits, como Epilepsia, Paralisia Cerebral, Retardo-Atraso Mental(desenvolvimento mental incompleto)etc.

A Estimulação Magnética Transcraniana e o Gait Training (Treino da Marcha) podem ajudar em vários aspectos nestes déficits; sobretudo nas chamadas Paralisias Cerebrais do Tipo Espástica.